Então, falamos na aula passada da primeira guerra mundial e da revolução russa. O que de mais importante vocês tem que guardar? As conseqüências da Primeira GM. A Europa sofreu mudanças importantes, o mundo. O mapa europeu tornou-se mais fragmentado, os impérios deixaram de existir, os EUA emergiram como a nova grande potência, houve crise econômica na Europa. E quanto à Alemanha? Falamos do Tratado de Versalhes. O Tratado de Versalhes foi uma marca da paz dos vencedores. Ele estabeleceu regras que colocaram a Alemanha numa posição um tanto desagradável. Ela perdeu todas as terras conquistadas, por exemplo a Alsácia Lorena que volta para as mãos da França. A Alemanha é obrigada a reduzir seus recursos militares a quase nada, e para piorar, é obrigada a pagar pesadas indenizações de guerra para a França, como se a Alemanha tivesse sido a única responsável.
Bom, aí é importante a gente ver que a Alemanha ficou muito abalada internamente. Como eu falei pra vocês aula passada, a Alemanha entrou em uma grave crise econômica, com inflação absurda. Apesar dessa crise, os EUA continuavam crescendo, crescendo. Os países europeus lentamente saiam da crise gerada pela guerra e começavam a participar do jogo econômico internacional, tentando pagar suas dívidas aos EUA. Os EUA então, como eu disse continuavam crescendo, recebendo dinheiro da Europa, que vinha das dividas, produzindo em massa. O dinheiro que chegava bancava a produção que só crescia nos anos 20. Os empresários atuavam sem nenhum controle do Estado, no verdadeiro liberalismo econômico.
Aí veio o problema. Eles produziam tanto, tanto, sem controle, que produziram demais, e não tinha gente pra comprar. Com muitos produtos no mercado e pouca gente querendo comprar, os preços estavam lá embaixo. E aí as empresas começaram a falir. Nisso, os donos de ações na bolsa ficaram desesperados e começaram a vender seus papéis. Essas ações correspondiam a partes das empresas, em capital, que as pessoas compravam para participarem dos lucros, ganharem parte dos lucros. E aí quando as empresas começaram a falir as pessoas começaram a não querer mais aquelas ações, por que da mesma forma que ganhariam quando as empresas ganhassem, eles perderiam quando ela perdesse dinheiro. Esse desespero fez com que todo mundo que tinha ações quisesse sair fora do mercado de ações, se livrar do que tinham. Pronto, o Crack da Bolsa de Valores de 1929. Essa é a data X da Crise. Quando a situação ficou feia mesmo. Com a falência total de muitas empresas houve desemprego altíssimo. O desemprego atingiu a classe média e baixa de uma forma absurda, as pessoas estavam na miséria, muita gente se suicidou. Foi terrível. E, como a economia mundial já era um tanto integrada, com esses empréstimos e troca de mercadorias, a crise atingiu o resto do mundo também. Enfim, foi uma crise generalizada e terrível.
Em 1932, com um novo presidente, os EUA tentam mudar as estruturas econômicas para evitar que a crise piore ou ocorra tão profunda novamente. Ele lança o New Deal. Agora, querem bem mais controles do Estado, do governo, na economia, querem a economia ligada aos interesses do povo, protegendo os trabalhadores. Os excessos de produção foram comprados e queimados pelo governo, para restaurar os preços normais. Fez-se obras públicas para gerar empregos. Mas o negócio só melhorou mesmo depois da Segunda Guerra Mundial.
Voltando a Europa. As coisas na Alemanha continuavam feias. A crise econômica e política abalava as estruturas do país, a população estava vulnerável, e qualquer governo que resolvesse a crise econômica, desse estabilidade e coragem pro povo alemão seria bem vindo. E quem foi esse salvador da pátria? Hitler.
Hitler pregava idéias de pareciam se encaixar muito bem naquele contexto de uma Alemanha derrotada, fraca, em crise. Ele dizia que o povo alemão, a raça ariana, era superior aos outros. Dizia que aquela raça, e daí dizermos que o nazismo é racista, era superior e deveria dominar o mundo, humilhando as raças inferiores. Entre os inferiores estavam os judeus, e daí o anti-semitismo, os latinos, os negros, os eslavos, homossexuais, ciganos, deficientes. Enfim, o cara era preconceito puro, e pregava isso pra população alemã, que se sentia o máximo acreditando naquilo que o líder deles dizia. Vale lembrar que primeiro Hitler tentou dar um golpe para subir ao poder, mas não conseguiu, e só sobe ao poder de forma legal, democraticamente eleito. Hitler reorganizou a Alemanha militarmente, defendendo uma disciplina extrema, que anulava o individuo enquanto individuo e tornava-o parte do coletivo, do povo alemão. Pelo militarismo extremo, o corpo era supervalorizado, o poder se concentrava todo na mão de Hitler, que era chamado Fuher. Então guardem, o regime instaurado por Hitler era nazista, ou seja, totalitário, racista, anti-semita, militarista.
Inclusive gente, o Hitler era mesmo o que a gente pode chamar de um cara do mal, ou maluco, não sei. Ele não só odiava os judeus, ele resolveu elimina-los. Ele mandou os judeus pros campos de concentração, que eram lugares onde eles deveriam morar e trabalhar como escravos, quase sem comida. A intenção dele era sustentar a guerra, claro, e por isso precisava do trabalho, mas também queria eliminar a diferença de dentro da Alemanha, e por isso matou os judeus. Nos campos de concentração, mandava os judeus pra a camara de gás, onde eles achavam que iam tomar banho, mas que acabavam respirando um gás venenoso, que logo os matava.
É isso aí galera, horrível. Assim cresceu o nazismo na Alemanha e o fascismo na Italia, o fascismo era quase igual ao nazismo, sua diferença era só no âmbito da organização econômica.
Bom, a Alemanha queria a revanche da França, queria terras, queria se expandir. A Itália também queria terras, queria poder, o Japão também. Aí que nem na outra guerra, começou a história dos amiguinhos. Esses três países se uniram numa aliança chamada o Eixo. A Alemanha não tava nem ligando, começou seu processo de expansão em busca de constituir a Grande Alemanha, e a França e a Inglaterra tavam tão pouco a fim de guerra, que ficaram só olhando e dizendo “tudo bem, pode invadir, mas depois chega”. Essa política era chamada de apaziguamento. A URSS fez seus próprios acordos com Hitler, dizendo que não agrediria a Alemanha desde que a Alemanha não entrasse na URSS.
O Japão invadiu então uma parte da China, a Manchuria. A Italia invadiu a Etiópia, na Africa, e a Albania, na Europa. Aí veio a Alemanha. Invadiu uma região desmilitarizada, a Austria, os Sudetos, que era ali na fronteira com polônia e Checoslováquia, a própria Checoslováquia, e enfim a Polonia. Quando ela invadiu a polônia, aí foi o limite do apaziguamento inglês e Frances, era preciso conter Hitler.
Contra o Eixo, havia os Aliados, constituídos inicialmente por Inglaterra e Franca, e depois com os EUA e URSS.
A Alemanha era muito forte, sua técnica de guerra, a Blitzkrieg, mal dava tempo para o inimigo reagir, assim a Alemanha foi se expandindo, e inclusive conseguiu invadir e dominar parte da França, que foi denominado o governo de Vichy, que apoiava Hitler. A Alemanha só teve dificuldades ao tentar entrar na Inglaterra, por que tinha uma marinha não tão boa quanto seu exercito e aeronáutica. Vale lembrar que apesar de não ter conseguido tomar a Inglaterra, eles fizeram grandes ataques aéreos, que deixaram na ilhar graves marcas da guerra. Ao não conseguir invadir a Inglaterra a Alemanha se voltou contra a URSS, o que provou sua entrada, em 1941. Eles inicialmente conseguiram entrar, mas na Batalha de Stalingrado, já no final de 1942 eles foram finalmente detidos. Do lado asiático, o Japão continuava a se expandir, até que em 1941 bombardeou a base aérea de Pearl Habor, no Havaí, provocando a entrada dos EUA no conflito. A entrada dos EUA no conflito para muitos foi decisiva. Houve o famoso Dia D, no qual os aliados chegaram a região da Normandia na França, que estava ocupada pelos alemães, e os expulsaram de lá. Com a chegada dos soviéticos em Berlim, a Alemanha se rendeu, já em 45, com o suicídio de Hitler. O Japão, por outro lado, ainda que lutando sozinho (já que a Itália também já tinha se rendido com o assassinato de Mussolini), continuou na guerra e só se rendeu em meados de 45, após o ataque norte-americano com bombas atômicas às cidades de Hiroshima e Nagasaki.
Ok. Acabou a Segunda Guerra Mundial com o lançamento das duas bombas atômicas que devastaram duas cidades japonesas. A Alemanha foi derrotada, a Itália foi derrotada, o Japão foi derrotado. Saíram vitoriosos a Inglaterra, a França, e, os mais importantes para a próxima matéria, a URSS e os EUA. Então, muitos dizem que a bomba era desnecessária, e que seu lançamento foi uma demonstração de força dos EUA para a URSS em um contexto de Guerra Fria.
Ok, a Guerra Fria. O que vocês precisam saber? Que a Guerra Fria era uma “guerra” sem conflito direto entre as duas superpotências, a URSS, socialista, e os EUA, capitalistas. Por que não tinha conflito? Por que eles tinham armas nucleares e se eles se atacassem todo mundo ia morrer. Os conflitos ocorriam nas colônias, na áfrica e na Ásia. Como por exemplo a Guerra do Vietnã, onde os EUA queriam que tivesse capitalismo e a URSS queria socialismo, cada um apoiava um grupo armado vietnamita, mas os dois não se enfrentaram direito. Então vamos parar por aí, numa possível aula extra vamos falar do fim dessa história. Só lembrando que isso aí é tipo anos 60, 70, 80.
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