Galerinha, aula passada falamos de Revolução Francesa, que eu acho que teremos que revisar pq não ficou muito claro, hoje falaremos de revolução industrial.
Como eu falei pra vocês na aula passada, estamos falando do surgimento da nossa sociedade moderna capitalista. E se tem uma coisa tão fundamental pro capitalismo quanto a revolução francesa é a revolução industrial. Enquanto uma marca as mudanças político e sociais a outra marca as econômico-sociais.
Primeiro vamos entender o que estava havendo. A Inglaterra era muuuuuuuito rica. Tinha uma marinha mercante que era a melhor do mundo, tinha colônias e tinha descobrindo novas tecnologias o tempo todo. A Inglaterra já produzia algumas manufaturas, como tecidos e roupas. Ela comprava de Portugal e da frança, por exemplo, coisas mais simples,q não haviam passado pelas fábricas e vendia produtos fabris. Além de rica a Inglaterra era uma nação em pleno desenvolvimento, tal como os estados unidos hoje, tinha papel vital na política internacional e exportava tecnologia. Naquela época, uma das mais importantes invenções foi a máquina a vapor, que permitiu o desenvolvimento de máquinas mais complexas e autônomas para as fábricas e que permitiu também o melhoramento dos transportes, ao possibilitar a invenção dos trens a vapor e dos navios a vapor, que poderiam levar mercadorias e pessoas para territórios distantes, tal como América ou a China.
Acho que é importante a gente ver que a revolução industrial não é chamada de revolução por que o povo foi as ruas, fez a maior confusão, matou o rei, mudou tudo e tal mais, como na frança, a revolução industrial foi simplesmente um marco do início do que somos hoje, urbanos, industrializados (ou pelo menos nos industrializando) e globalizados. Foi o momento crucial em que as fábricas tinham crescido tanto em número e importância que as pessoas saiam dos campos, da agricultura, pra trabalhar em máquinas, nas cidades. Foi ai que a burguesia que já crescia cresceu mais ainda, a Inglaterra enriqueceu, por que mandava seus produtos pro mundo todo (isso se chama exportação) por que tinha trabalhadores e fábricas de monte e por que era pioneira no que fazia, ou seja, era um dos primeiros países a ter tantas fábricas e uma classe burguesa tãaaao importante.
Mas por que isso aconteceu na Inglaterra? Guardem bem que isso cai muito! Não só por que ela era rica, tinha colônias, ou seja, acumulava riqueza provinda da colônia, e desenvolvia tecnologias, mas por que ela tinha mudado seu foco da agricultura pra industria, sua sociedade política por exemplo já havia enfrentado revolução para reduzir o poder absolutista e aumentar o poder da nascente bruguesia. Vamos lá. A população da Inglaterra antes da revolução era como um agricultor lá no interior do ceara, ok? Eles trablhavam no campo, plantando e colhendo, criando ovelhas que forneciam lã e no máximo fazendo uma manufatura aqui e ali (manufaturas são produtos novos, que com técnicas artesanais, ou coisas simples, com instrumentos e as mãos, que surgem apartir de outros produtos extraídos da natureza) . Mas aí, do mesmo jeito que lá no ceará acontece a seca, lá na Inglaterra aconteceu uma coisa chamada cercamentos, que, como a seca, fez o povo sair do campo, sair da agricultura para procurar uma vida melhor na cidade. Os cercamentos eram literalmente colocar cercas na terra e dizer que era dono expulsando o povo que trabalhava ali achando que a terra não tinha dono. Aí vem os nomes técnicos, diz-se que a política de cercamentos criou êxodo rural, assim, liberou mao de obra do campo para as cidades. Aí com gente nas cidades, esse povo foi trabalhar nas fábricas, ou virou mendigo.
Bom, aí vem o problema. Trabalhar nas fábricas não era maravilha nenhuma. Pessimos salários, lugares horríveis, maquinas que pouco se conhecia e viviam causando acidentes, jornadas de trabalho absurdas de 16 horas, crianças trabalhando, crianças mesmo, não que nem vocês, crianças de 6, 8 anos que trabalhavam em máquinas e mal ganhavam pra comprar o pão. Enfim, condições horríveis de trabalho e nenhuma possibilidade de melhora.
Aí vêm os movimentos operários. Vamos estudar isso com cuidado e atenção, por que tem caído muito. Um dos primeiros movimentos de resistência foi iniciado por um cara chamado Ludd, e por isso o movimento é chamado Ludismo. Esse cara juntou um bando de trabalhadores do setor têxtil, de tecidos, para quebrar as maquinas das suas industrias, por que eles achavam que as maquinas é que faziam suas condições de trabalho serem tão ruins, por que faziam parte do trabalho humano, tornando os trabalhadores descartáveis. Mas é claro que não eram as maquinas as responsáveis por todo o sofrimento, eram os burgueses, donos das industrias, seus patrões. Então o que aconteceu é que esses caras sofreram um castigo duro, alguns foram mortos e nada mudou, é claro. Um outro movimento muito importante, o chamado cartismo, lutava por representação no parlamento, ou seja, participação dos trabalhadores no poder político, para que eles pudessem fazer leis em sua proteção, a reivindicação mais importante deles era o sufrágio universal MASCULINO. È claro, novamente quase nada do que eles reivindicavam foi atendido, houve repreensão e pouca influencia, o cartismo morreu.
Um movimento importantíssimo que vai ter eco e existe até hoje são as organizações sindicais. Os trabalhadores começaram a se unir em seus setores para que, juntos pudessem fazer frente e serem ouvidos pelos patrões. Eles se uniam em suas areas de atuação e tiveram inclusive sua associação legalizada por uma lei em 1824. Bom, isso é muito importante, até hoje, por que trabalhadores sindicalizados fazem greve, protesto, enfim, e são muito mais ouvidos, por que demitir um é fácil, demitir a fábrica inteira é loucura.
Uma outra forma de resistência vai surgir não dos trabalhadores, mas dos intelectuais. Essse pensamento de resistência ao capitalismo, que era o causador de todo o sofrimento do trabalhador vai ser chamado de socialismo, com Marx em seu centro. O que que Marx vai dizer? Ele vai dizer muuuuuuuuuuita coisa, vamos falar só um pouquinho. Ele vai dizer que o trabalhador é explorado quando o patrão toma para si a mais-valia, ou seja, o tempo a mais que o trabalhador trabalha e não é pago por isso. Como se ele trabalhasse 16 horas, sendo que seu salário é de 100 reais e a sua hora de trabalho é 10 reais. Então ele deveria ganhar 160 reais, mas só ganha 100, por que o patrão pega esses 60 pra si. Uma outra coisa importante, o Mar x vai dizer que o trabalhador é alienado. Como assim? Ele é um ET que veio trabalhar? Não, ele trabalha fabricando um produto que ele não vai ter condições de comprar, ou seja, ele tá lá na fábrica de carro construindo um carro, sendo que ele só ganha 100 reais, e o carro custa 1 milhão, então ele não vai ter acesso a esse produto. Pra Marx os trabalhadores industriais, que ele vai chamar de proletários, acreditavam que não podiam fazer nada pra mudar sua condição, por que todo dia os jornais, as pessoas mais ricas, o governo, diziam isso, que aquela exploração resultava no crescimento da economia, que não era tão exploração por que cada um tinha a liberdade de fazer o que queria e ele havia escolhido fazer aquilo, enfim, um monte de baboseiras que convenciam o proletário de aceitar sua condição de cabeça baixa. È como se hoje em dia passasse na televisão uma ideologia, e essa palavra tbm é chave em Marx, que dizia, pelas novelas e jornal, quem deve dominar e que deve ser dominado, e os dominados nem percebem que isso não é um fato, mas uma mentira que ficam repetindo até que se torne verdade. Então é isso que o Marx vai dizer, os dominados, proletários que sofrem nas mãos da burguesia, tem que mudar essa situação fazendo uma revolução socialista. Com essa revolução vai se acabar com a propriedade privada, tirar o governo burguês e colocar um governo proletário para garantir a coletivização dos meios de produção, ou seja, fazer com que a agricultura, a industria, não pertença só a um cara rico, mas a toda poupulação. Enfim, uma série de mudanças, até que se chegaria ao comunismo. De cada um, de acordo com suas habilidades, a cada um, de acordo com suas necessidades, essa é a frase símbolo dessa sociedade futura comunista onde seriamos todos iguais e deixaria de haver dominantes e dominados. Mas a gente vai ver que, infelizmente, as pessoas não deram muito ouvido ao Marx...
O que importa finalmente é que, mesmo com o povo sofrendo, com as pe´ssimas condições de vida o capitalismo triunfou e avançou. A burguesia cresceu, as industrias também, as nações, principalmente a Inglaterra, enriqueceram.AO invés de várias pequenas empresas que atuavam em livre concorrência começam a predomina monopólios, ou seja, um ou duas empresas diferentes a apenas que são responsáveis por um setor inteiro da produção, como por exemplo aqui as empresas de telefonia que sõ são 4, oi, TIM, claro e vivo. È importante notar que nem no exemplo nem lá na Inglaterra era monopoooolio mesmo, por que monopólio é uma empresa só, mas pra efeitos de explicação fica assim. Os bancos na época também estavam bombando crsenco, fornecendo empresitimos para essas empresas se expandirem e tal. E aí vamos falar da expansão imperialista.
As industrias cresceram tanto, tanto, que a Inglaterra não tinha mais nem matérias primas nem mercado consumidor pra suprir esse capitalismo. Era preciso buscar novas matérias primas, como ferro, o petróleo (que passa a ser importante no final do séc XIX) e até terras para plantar. Era preciso também arranjar gente pra trabalhar nesses industras e gente pra comprar delas. O que fazer então? Procurar essas terras. Se expandir, dominar territórios e controla-los, para atender a tudo aquilo que eles precisam. A Inglaterra vai fazer isso, sua grandes industrias que são donas dos mais diversos ramos da produção, que tem amizades intimas com os grandes bancos que as financiam, fazem empréstimos e sua posição de queridinhas do governo, a Inglaterra vira o império onde o sol nunca se põe. Eles passam a ser donos de grande parte da Ásia, da china e da índia por exemplo, grande parte da áfrica, como a áfrica do sul, que vcs viram na copa, eles lá falam inglês, por que foram dominados pela Inglaterra. Enfim, é a nova colonização, chamada, neocolonialismo, ou como o Lênin, um cara que vamos falar depois mas que gosta muito das idéias do Marx diz, imperialismo. O capitalismo das grandes potencias se espalha pelo mundo criando mais dominados, as periferias ou colônias, e mais dominantes, os grandes impérios, e mais lutas de classes, dentro de lugares que nem sonhavam com o capitalismo, como o coração da áfrica.
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